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terça-feira, 27 de março de 2012

Jogos Vorazes

Se tem uma coisa que gosto é quando me surpreendo com um filme, e foi exatamente o que aconteceu com Jogos Vorazes. Não sou fã dos livros e não acompanhei a produção do filme de perto, por isso mesmo não sabia bem o que esperar. Na verdade, achava que sabia. Diante da campanha da distribuidora, mais que errada por sinal, de dizer que este seria o novo Crepúsculo, fiquei extremamente temeroso pela obra. Além disso, não ajuda em nada a série de filmes lançados nos cinemas nos últimos anos com a alcunha de a substituta de Harry Potter como a mais nova franquia milionária. Com todos estes contras, Jogos Vorazes, adaptação do primeiro livro da trilogia escrita por Suzanne Collins, veio de mansinho e me arrebatou. Claro que não será o novo Harry Potter, até porque Harry Potter só existe um, mas o filme é uma produção incrível e extremamente divertida.

Jogos Vorazes se passa em um futuro próximo em que onde antes era a América do Norte, hoje fica um novo país e este novo país é dividido em 12 distritos. Em busca de manter a ordem do país, todos os anos, a Capital promove uma espécie de reality show mostrando dois jovens de cada distrito, entre 12 e 18 anos, lutando por suas vidas, literalmente. Vinte e quatro jovens entram no jogo e apenas um deles sai vivo e, consequentemente, vitorioso. A vitória traz ao jovem e a seu distrito regalias e um bônus nos suprimentos. A história aqui acompanha Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), uma adolescente que se voluntaria para os jogos para poder impedir que a irmã mais nova, sorteada pelo seu distrito, vá.

O grande foco do filme é no questionamento da crença cega de um povo no seu líder e como a própria máquina do governo luta para manter a hierarquia e o poder. A obra de Collins lembra, em muitos pontos, outras obras contestadoras como 1984 (o Grande Irmão, repreensão de quem se opõe ao estilo de governo e o regime totalitário) e Admirável Mundo Novo, além de trabalhar, mesmo que modestamente, o culto a celebridade.

Tecnicamente Jogos Vorazes tem elementos de qualidade inquestionável. Gary Ross, o diretor, conseque imprimir ao filme a sensação de perigo dos jovens, assim como a brutalidade dentro do campo de batalha, sem precisar ser explícito quanto a isso, mas também sem cair no erro de fazer um filme sem sangue. A fotografia e a edição também são trabalhos de destaque, assim como a direção de arte e os belos figurinos de Judianna Makovsky usados na Capital.

O elenco de Jogos Vorazes é outro destaque. Jennifer Lawrence, que já esteve nos ótimos Inverno da Alma e X-Men: Primeira Classe, trabalha muito bem o lado sensível e o lado duro da personagem junto com toda a sua determinação. Josh Hutcherson (Peeta Mellark) se sai muito bem na disputa de atenção com a protagonista e ganha o público com seu carisma. Além disso, eles estão cercados de ótimos nomes que entregam performances de extrema qualidade como Woody Harrelson, Stanley Tucci, Wes Bentley, Elizabeth Banks e Donald Sutherland. Até Lenny Kravitz, que muitos detestaram como Cinna, faz um trabalho razoável, nada que atrapalhe o andamento da obra.

Enfim, Jogos Vorazes é um exemplar revigorante entre as adaptações infanto-juvenis e que me fez ter fé que estas adaptações podem sim ser rentáveis e ainda assim nos proporcionar diversão de qualidade, como Harry Potter soube muito bem fazer durante seus dez anos. Confira o trailer:



See ya!!!

domingo, 5 de junho de 2011

X-Men: Primeira Classe

X-Men: Primeira Classe era aquele filme do ano que eu queria muito ver mas estava com um pé atrás. Algumas mudanças na origem dos personagens me assustavam, os cartazes do filmes eram pavorosos - photoshop do mais tosco possível -, a Fox não é o melhor estúdio do mundo e os últimos filmes da série mutante (X-Men 3 e Wolverine) não foram o melhor exemplo de adaptação do mundo. Os trailers até que davam uma certa esperança, mas nada muito impactante. Por isso minha surpresa foi tão grande ao ver o filme e amar. O filme volta ao nível de qualidade de X-Men 2 e já está entre as melhores adaptações de quadrinhos feitas na minha opinião.


X-Men: Primeira Classe volta no tempo, mais especificamente aos anos 60, para contar a origem da relação entre Charles Xavier (James McAvoy assumindo o papel que foi de Patrick Stewart) e Erik Lehnsher (Michael Fassbender no lugar de Ian McKellen), futuro Magneto. O filme começa mostrando a infância dos dois personagens e os eventos que definirão suas vidas. Enquanto Xavier vive em uma bela casa com mordomias e tranquilidade, Erik está preso em um campo de concentração sendo forçado por Sebastian Shaw (Kevin Bacon) a demonstrar seus poderes. Shaw é também responsável pela morte da mãe de Erik, o que faz sua vida ser movida pela vingança. Mais uma diferença entre os dois. Enquanto Xavier passa o começo de sua vida adulta estudando e se tornando professor, Erik passa em busca das pessoas responsáveis pelo seu sofrimento. No meio de sua busca ele acaba encontrando com Xavier e os dois se unem com o objetivo de impedir Shaw de destruir o mundo causando a Terceira Guerra Mundial.

O filme resgata a discussão da aceitação e do preconceito tão presente na trilogia dos mutantes e praticamente esquecida durante o filme solo do Wolverine. É claro que isso tem uma explicação: Bryan Singer, diretor dos dois primeiros filmes, volta a se envolver com os mutantes, dessa vez como produtor e ajudando no roteiro. O paralelo com a realidade das minorias é mais uma vez claro e constante na produção. A boa condução da história mesclada com eventos históricos também ajuda, assim como o bom elenco que dá vida a esses personagens tão ricos. Michael Fassbender (Bastardos Inglórios) torna Magneto amigável ao público, suas atitudes e sua busca por vingança são compreensíveis e nós torcemos para que ele consiga acabar com os responsáveis por seu sofrimento. James McAvoy (O Procurado) mostra que ninguém é tão perfeito como Xavier sempre pareceu e que antes de ser aquele cara sério e responsável, ele também foi um jovem que gostava de festas e diversão. Jennifer Lawrence, que despontou para o mundo depois de sua ótima atuação em Inverno da Alma (que valeu uma indicação ao Oscar), cria uma Mística profunda que luta pela aceitação enquanto nem ela se aceita. Kevin Bacon, que sempre achei meio canastrão, transforma Shaw em um vilão excêntrico, mas que está em pé de igualdade com os maiores do universo Marvel. Além disso, abraçando o clima da época em que o filme se passa, Shaw seria o vilão perfeito para um dos filmes do 007 com suas gadgets e capangas. Por falar em capangas do Shaw, muitos reclamaram da interpretação de January Jones como Emma Frost por acharem que ela fica o tempo todo com aquele ar de superior e indiferente, o que para mim foi incrível. Mas é claro que sou suspeito por dizer já que sempre achei January sensacional, desde quando vi os primeiros episódios de Mad Men, e agora, ver a atriz em um papel desses, só me deixou ainda mais feliz.

Um dos poucos problemas que encontrei em X-Men: Primeira Classe foi a sua produção. Em alguns poucos momentos os efeitos especiais não parecem tão bons, mas nada que prejudique o resultado final extremamente satisfatório. Matthew Vaughn, que já havia se mostrado um diretor de qualidade em seus filmes anteriores, ele é o responsável pelo ótimo Kick-Ass, finalmente deu sua visão à franquia, já que ele havia sido contratado para dirigir X-Men 3 e acabou saindo do cargo por alguns problemas de agenda. Vaughn mostra que tem pulso para comandar os vários arcos presentes nos filmes da série. São muitos personagens, várias histórias se desenvolvendo paralelamente e sem alguém que saiba lidar com isso, o enredo pode se perder, o que não acontece aqui. Coincidentemente ou não, já que o filme foi exibido na TV para aproveitar a estreia do outro, ontem revi X-Men Origens: Wolverine e constatei que ele foi totalmente ignorado na linha do tempo da série com o lançamento de Primeira Classe. Isso vai de acordo com as declarações do estúdio de que o novo filme solo do mutante canadense esqueceria o filme anterior e tentaria renovar a recente série.

Não é à toa que muitos vêm comparando Primeira Classe com Cassino Royale. O filme parece um sopro de ar fresco na franquia dos mutantes assim como Cassino Royale foi para o agente britânico 007. Mas as semelhanças param por ai, já que o novo X-Men não tem nada de contido em sua ambientação, figurino e ação, que se encaixam perfeitamente ao cenário sessentista. Até a trilha sonora, às vezes, se rende ao clima da época. Esperamos que a qualidade continue a partir daqui, torcendo apenas para que a fidelidade com a origem de alguns personagens melhores. Ah, e há algumas pontas durante o filme que vão fazer os fãs ficarem bem felizes.



Confira o trailer abaixo:



See ya!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

X-Men: First Class

Com a estreia do novo filme dos mutantes se aproximando, a Fox intensifica a sua divulgação. Hoje foi divulgado mais um trailer, o melhor até aqui, diga-se de passagem, mas ainda assim estou com um pé atrás com o filme. A produção dirigida por Matthew Vaughn (Kick-Ass) ainda não me empolgou, mas tem sim muitas coisas interessantes ali que podem render um bom filme e uma das maiores surpresas do ano - espero!

O novo trailer continua focado na relação entre Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), relacionamento que deve mesmo ser o ponto central da trama e que rende alguns bons momentos. Além disso, temos mais relances inéditos dos mutantes em ação e do Clube do Inferno agindo. Mas o que mais está me deixando ansioso é ver January Jones como Emma Frost.

Além do trailer, a Fox vem divulgado alguns cartazes do filme e devo dizer, é um pior que o outro. Até agora não teve um só que merecesse alguma nota. Confira alguns abaixo:




X-Men: First Class ainda conta com Kevin Bacon, Lucas Till, Nicholas Hoult, Caleb Landry Jones, Edi Gathegi, Oliver Platt, Rose Byrne, Jason Flemyng e Jennifer Lawrence no elenco. A estreia está marcada para 3 de junho. Confira o novo trailer abaixo:



Update: Pouco tempo depois de eu ter postado esse trailer acima, a Fox liberou um novo trailer para o filme, trailer esse que deve ser exibido no mundo todo. O novo vídeo mantém algumas semelhanças com o postando anteriormente, mas acrescenta novas cenas, ainda mais interessantes, fazendo o trailer ser o melhor divulgado até agora e conseguindo me deixar até que ansioso pela estreia da produção. Confira abaixo o trailer:



See ya!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Preview 2011 - Parte 1

Eu sei que já se passaram quase dois meses desde o início do ano, mas todo mundo sabe que a maioria dos filmes que estrearam até agora são sobras do ano passado, principalmente concorrentes ao Oscar. O número de produções que chegaram por aqui e que já são de 2011 é bem pequeno. De maior destaque, tivemos as estreias de As Viagens de Gulliver e Entrando Numa Fria Maior Ainda Com as Crianças. Por isso não vejo problemas em fazer agora um preview dos filmes marcados para estrearem em 2011 e que estão me deixando curioso. Como são muitos, acabei dividindo o preview em algumas partes, ainda não sei quantas porque não terminei de escrever o texto todo, mas serão algumas mesmo. Ah, e lembrando sempre que as datas ditas aqui são apenas previsões, mudanças acontecem o tempo todo. Vamos à primeira.


Para começar, acredito que o ano será dos super-heróis, mais especificamente, das adaptações de quadrinhos da Marvel. Ao todo são três grandes adaptações chegando às telas entre maio e julho: Thor, Capitão América e X-Men: First Class. Esse último é o único que será lançado por outra produtora, já que os direitos dos quadrinhos dos mutantes pertencem à Fox. Thor e Capitão América têm tudo para continuar o ótimo caminho trilhado pela Marvel nos cinemas até agora com Homem de Ferro e até mesmo com O Incrível Hulk. Além disso, os dois heróis são as últimas peças que faltam para que a produtora possa realizar sua obra mais ambiciosa, Os Vingadores, marcado para estrear no meio de 2012, com direção de Joss Whedon e a presença de todos os atores que fazem parte desse universo.


Thor contará a história do Deus do Trovão que é expulso de sua terra natal por seu pai e vem parar na Terra. Aqui ele começa a lutar para defender o planeta de todas as ameaças que surgem. O filme está sendo dirigido por Kenneth Branagh e conta com Chris Hemsworth no papel principal e ainda com Natalie Portman, Anthony Hopkins, Samuel L. Jackson e Tom Hiddleston. A estreia é prevista para 29 de abril no Brasil, uma semana antes da estreia americana. Já Capitão América – O Primeiro Vingador (título nacional) irá mostrar a origem do herói, que remete à Segunda Guerra Mundial, quando um soldado americano, Steve Rogers, se submete a experimentos e acaba se tornando um super soldado, quase que imbatível. De todos os filmes de super-herói, Capitão América foi o que mais me empolgou com o seu trailer, que com apenas 30 segundos de duração, me fez querer ver o filme imediatamente. A produção está sendo dirigido por Joe Johnston (O Lobisomem) e é estrelada por Chris Evans, Hugo Weaving, Tommy Lee Jones e Stanly Tucci. Samuel L. Jackson também dá as caras nesse filme, já que ele é o elo entre os heróis que se tornam os Vingadores. Capitão América estreia em julho.


Como eu disse lá em cima, quem também dará as caras nas telonas esse ano será o grupo de mutantes da Marvel, mais conhecido como os X-Men. Essa pré-continuação produzida pela Fox, com supervisão, produção e roteiro de Bryan Singer, contará a história de como surgiu a ideia para a criação da primeira escola para mutantes. O filme se passará nos anos 60, quando Charles Xavier e Erik Lehnsherr ainda eram estudantes de Oxford. Os dois, apesar das visões divergentes, se unem e abrem a primeira escola que tem como intuito dar abrigo e ensinar mutantes a lidarem com seus poderes. James McAvoy assume o papel de Charles Xavier e Michael Fassbender o de Erik Lehnsherr. Além deles, temos January Jones, Nicholas Hoult, Kevin Bacon, Rose Byrne, Jason Flemyng e Jennifer Lawrence. X-Men: First Class está sendo dirigido por Matthew Vaughn. A estreia está prevista para 3 de junho. Curiosidades: Bryan Singer foi o diretor dos dois primeiros filmes da franquia X-Men e teve que abandonar a direção do terceiro filme por causa de seu compromisso com Superman – O Retorno. Já Matthew Vaughn seria o diretor do terceiro filme da franquia, caso não tivesse desistido por causa do tempo que passaria longa de sua família nas gravações.


Além da Marvel, quem também vem nesse ano tentar se estabelecer nos cinemas é a DC Comics. A editora não tem se dado bem nas telonas. Desde que a Marvel se mostrou excelente na transposição de seus quadrinhos para os cinemas, a DC vem tentando alcançar a rival, mas sem muito sucesso. O único herói da editora que conseguiu até agora quebrar essa maldição que parece permear os personagens da casa foi Batman, que tem se estabelecido não só como um sucesso de público, mas também de crítica. Nesse ano a DC coloca nas telonas Lanterna Verde. O filme contará a origem do personagem, como Hal Jordan recebe o seu anel e se torna parte da frota dos Lanternas Verdes. O trailer do filme divulgado até agora não me empolgou tanto. Achei que investiram demais na comédia e ainda não senti muito potencial na produção, mas posso estar enganado. Isso só o tempo dirá. Lanterna Verde tem direção de Martin Campbell e conta com Ryan Reynolds, Blake Lively e Mark Strong no elenco. A estreia está marcada para 17 de junho.


No geral o ano pode ser dos super-heróis, mas quem deve dominar as bilheterias e todas as atenções é o último filme da franquia bilionária Harry Potter. Marcado para estrear no dia 15 de julho, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II deve levar multidões aos cinemas e monopolizar todas as salas de cinema das maiores redes por umas boas semanas – não que eu ache ruim. Depois do final da Parte I, o que podemos esperar é muita ação e tristeza para esse filme, que colocará um ponto final na história. Quem já leu o livro sabe muito bem o que esperar, mas nada disso reduz o efeito que ver aquilo ganhar vida nas telonas causa, ainda mais depois da amostra dada por David Yates (diretor dos filmes) de que ele está sendo extremamente cuidadoso e dedicado a tornar a experiência mais próxima o possível do livro.

Confira abaixo o trailer das produções citadas:









O único trailer que contém trechos de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II lançado até agora é um feito sobre os dois últimos filmes da franquia, por isso, ao assisti-lo você verá relances do primeiro filme.



Amanhã volto com a segunda parte do preview.

See ya!!!