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domingo, 17 de outubro de 2010

The Killer Inside Me

Tenho que confessar o que me fez ver esse filme acima de tudo: a polêmica criada após a exibição do mesmo no Festival de Sundance. Dizem que as pessoas não conseguiram ficar até o final do filme por não aguentarem as cenas fortes inseridas pelo diretor Michael Winterbottom. Dizem inclusive que a própria Jessica Alba, uma das atrizes do filme, saiu no meio da exibição. Bom, o filme não é tudo isso não. Tem sim uma cena bem forte, que me fez virar um pouco o rosto, mas de resto, nada tão chocante. As cenas de sexo também não são absurdas, já vi cenas muito mais fortes e explícitas. O que pode ter chocado tanto é a exposição do lado mais sujo do ser humano, da realização de prazeres escondidos que diante do grande público a escolha óbvia deveria ser mantê-los escondidos, o que Winterbottom não faz em nenhum momento da obra.


The Killer Inside Me é baseado no livro homônimo de Jim Thompson e conta a história de Lou Ford (Casey Affleck), um detetive de uma pequena cidade no Texas que, ao se envolver com a prostituta da cidade (Jessica Alba), acaba se tornando um assassino. Ele a mata juntamente com o filho de um magnata da cidade apenas por compulsão, apenas para saciar seu desejo de violência. Enquanto Ford acredita ter criado uma cena do crime que não o entregará, o cerco começa a se fechar, ao mesmo tempo em que sua compulsão e loucura crescem.


Casey Affleck é a alma do filme, definitivamente. Sua interpretação oscila entre a calmaria de sua voz com um extremo sotaque sulista e a explosão da violência presente em seu corpo, violência essa que o acompanha desde sua infância. Além disso, é incrível como Affleck personifica a loucura na reta final do filme. Você pode perceber a insanidade do personagem por suas atitudes, mas seu rosto permanece sereno o tempo todo. Tenho que confessar que o irmão mais novo do Ben Affleck tem me surpreendido. Nunca achei que ele fosse muito longe, mas, com suas últimas escolhas de papel e sua entrega aos personagens, ele tem se mostrado um grande ator. Os coadjuvantes também são muito bons, com destaque para Jessica Alba, mas não adianta, o filme é de Casey Affleck, que personifica um psicopata que acaba sendo agradável ao espectador. Isso mesmo, a atuação de Casey é tão certeira, que faz com que o espectador se importe com o personagem. A direção de Michael Winterbottom é precisa e conduz a narrativa com segurança. A trilha sonora, sulista e até alegre, contraponto diante da tensão gerada pelo filme, é o complemento final para fazer desse um dos melhores filmes do ano.


Para mim o filme já está entre os que devem disputar as principais premiações do início do próximo ano. Mas, o que deve acontecer é o filme se tornar mais uma daquelas ótimas produções totalmente esquecidas justamente por seu teor e peso narrativo. Só espero que a inesquecível interpretação de Casey Affleck não passe despercebida. Confira o trailer do filme abaixo:



See ya!!!