A Comic-Con 2012 mal começou e já temos algumas boas novidades. Uma delas é o trailer de Oz - The Great and Powerful, filme cujos eventos acontecem antes do clássico O Mágico de Oz e que Sam Raimi dirigiu para a Disney. E posso falar? Pelo pouco que vemos ali, está incrível. Raimi brinca com as cores, ou falta delas, para deixar claro como o mundo de Oz é muito mais mágico e belo que Kansas, de onde o mágico interpretado por James Franco vem. Além de Franco, o elenco de Oz - The Great and Powerful ainda conta com Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams e Zach Braff. Abaixo você confere a sinopse oficial e o trailer:
Oscar Diggs (James Franco), um mágico de circo com uma ética discutível, é carregado do poeirento Kansas para a vibrante Terra de Oz, ele acha que tirou a sorte grande - fama e fortuna ao seu dispor. Até que ele encontra três bruxas, Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams), que não estão convencidas de que ele é o grande feiticeiro que todos imaginam. Relutantemente tragado pelos épicos problemas em que a Terra de Oz e seus habitantes estão enfrentando, Oscar tem que descobrir quem é bom e quem é mal, antes que seja tarde demais. Colocando em prática suas artes mágicas da esperteza e do ilusionismo - e até um pouco de feitiçaria - Oscar se transforma não apenas no grande e poderoso Mágico de Oz, mas em um homem melhor.
Oz - The Great and Powerful tem estreia prevista para 8 de março de 2013.
A Pixar e a Disney divulgaram hoje um teaser para Monsers University, prelúdio de Monstros S.A. que será lançado no ano que vem. A pré-continuação mostrará Sulley e Mike (no original com as vozes de John Goodman e Billy Crystal) em sua época da faculdade, onde aprenderam todas as técnicas sobre como ser um monstro de armário e como acabaram trabalhando na Monstros S.A.. O trailer mostra que pelo jeito os dois grandes amigos não eram muito chegados na época da faculdade e que Sulley era um dos valentões enquanto Mike sofria bullying.
Em Monsters University a Pixar deve aproveitar para mostrar a sua versão para as comédias de universidade, com as festas e as pegadinhas. O filme retomará o universo dos monstros de armário 12 anos depois do lançamento do primeiro filme, que saiu lá em 2001, e tem previsão de lançamento para julho de 2013 no Brasil. Confira o trailer abaixo:
Maleficent, versão que atualiza a história de A Bela Adormecida nos cinemas e que contará com Angelina Jolie no papel de Malévola, acaba de ganhar suas primeiras imagens - uma oficial e algumas dos bastidores - e elas revelam Jolie caracterizada como a famosa bruxa. Pelo visto, o visual clássico da animação da Disney foi a base para o figurino, inclusive com a manutenção dos chifres.
O filme é descrito como a história nunca contada da vilã mais amada da Disney e mostrará os eventos que levaram Malévola a se tornar a pessoa má e que amaldiçoa a pequena Aurora.Maleficent é o primeiro filme dirigido por Robert Stromberg e foi escrito por Linda Woolverton (O Rei Leão e A Bela e a Fera). Jolie, além de protagonizar, atua como produtora do filme. O elenco ainda conta com Elle Fanning como Aurora, Sharlto Copley como o rei pai de Aurora e Brenton Thwaites como o príncipe. Juno Temple, Imelda Staunton e Lesley Manville fazem as três fadas que defendem Aurora.
Confira abaixo as imagens de Angelina Jolie no set:
Detona Ralph (Wreck-It Ralph) é a nova animação dos estúdios Disney e, mesmo sem a parceira constante Pixar, o filme parece bem divertido. Para começar, fiquei bem empolgado com as participações especiais de personagens clássicos dos games como Zangief, M. Bison, o fantasma de Pac-Man e Chun-Li. Além disso, a animação parece muito bem feita e com boas piadas - a cena do grupo de apoio para vilões é muito boa. Detona Ralph conta a história de Ralph, um vilão de videogame cansado de ser detestado por fazer seu trabalho. Seu sonho é ser o mocinho e por isso abandona o jogo pelo qual ficou famoso e parte em busca de um novo que possa ajudá-lo a atingir seu objetivo, mas, como já era de se esperar, as coisas não saem como o esperado. A sinopse não é das mais criativas, portanto nos resta torcer para que o filme valha a pena além das participações especiais. Detona Ralph tem as vozes, nos EUA, de John C. Reilly, Jack McBrayer, Jane Lynch e Sarah Silverman. Confira o trailer apresentado por Reilly, que dubla o protagonista:
Um dos blockbusters que mais parecia promissor para 2012, John Carter, acaba de ganhar um cartaz e um trailer. O vídeo foi exibido durante o Good Morning America hoje de manhã e mostra um bom tanto de ação, efeitos especiais muito bons e alguns relances do grande elenco. No entanto, com o que foi divulgado até agora, o filme não se mostrou nada especial, nada que o destacasse dos demais blockbusters genéricos desovados nos cinemas todos os anos e inclusive me remeteu um pouco a Avatar em alguns momentos, sem contar nos discursos chupados de 300, como o Omelete fez questão de frisar. Mas, mesmo diante de tudo isso, ainda tenho fé.
John Carter é o primeiro filme em live action dirigido pelo ótimo Andrew Stanton (Wall-E e Procurando Nemo) e conta a história de John Carter (Taylor Kitsch), um veterano de guerra abduzido e transportado até Marte, onde vira prisioneiro de bárbaros verdes e precisa libertar a princesa Dejah Thoris (Lynn Collins) da tirania local (sinopse feita pelo Omelete, fiquei com preguiça de criar uma, sorry!). No elenco, alem de Kitsch e Collins, temos Bryan Cranston, Willem Dafoe, James Purefoy, Mark Strong, Samantha Morton, Dominic West e Thomas Haden Church. A produção da Disney é uma adaptação da obra de Edgar Rice Burroughs, o criador de Tarzan. A estreia está agendada para 9 de março de 2012. Confira abaixo o trailer, só que antes temos uma pequena entrevista de Taylor Kitsch ao Good Morning America. Ignore as tiazonas felizes atrás do ator e aproveite. Caso queria ir direto para o trailer, pule o primeiro minuto do vídeo:
Tenho que confessar: nunca vi o primeiro Tron, lançado lá no longínquo ano de 1982. Inclusive eu nem nascido eu era. Mas mesmo não tendo visto o filme sei de sua importância na história do cinema por ter sido uma das primeiras produções a usar efeitos especiais em larga escala, inclusive criando cenários inteiros por meio da computação gráfica, algo realmente impressionante para a época. Vinte e oito anos depois chegou aos cinemas a sua continuação, Tron Legacy (Tron – O Legado). O filme teve uma divulgação intensa pela Disney. Foi praticamente um ano de trailers, cartazes e vídeos que faziam o filme parecer mais e mais promissor. Quando Tron Legacy estreou no fim de 2010 ele acabou sendo decepcionante para os mais ansiosos. Não para mim. Não sou fã, não tinha grandes expectativas, fui ver de cabeça aberta e para a minha surpresa, o filme é um ótimo passatempo, bem divertido.
Tron Legacy começa sete anos depois do primeiro filme, com Kevin Flynn (Jeff Bridges rejuvenescido digitalmente) contando a história de sua visita àquele mundo para seu filho pequeno, Sam Flynn (Garrett Hedlund). Na mesma noite ele desaparece sem deixar qualquer vestígio. Vinte e um anos depois Sam acaba indo parar na Grade (nome dado ao espaço cibernético em que se passa o filme) em busca de seu pai. A partir do momento em que o personagem entra na Grade começa a diversão da produção. O filme, que peca por não ter uma história bem escrita e bem amarrada, nos deslumbra com seu visual incrível.
A produção proporciona ao espectador que deixar a exigência de lado momentos de diversão e deslumbramento e todos são mérito da equipe técnica do filme. Os efeitos especiais são estupendos e o grupo responsável pela direção de arte merece todo o mérito pela ótima experiência visual que é acompanhar essa jornada digital trazendo um mundo semelhante ao visto no filme anterior, mas evoluído. A edição feita por Claudio Miranda, o mesmo responsável pela edição dos filmes de David Fincher, é extremamente bem feita, os figurinos de Michael Wilkinson também seguem a mesma ideia do visual, lembrando o que era usado no filme original, e a trilha sonora do duo Daft Punk é impecável – eles inclusive participam do filme como os DJs mascarados, nada muito diferente da vida real.
Jeff Bridges retorna ao seu papel de vinte e oito anos atrás se divertindo como nunca. Além disso, Bridges empresta suas feições para o vilão do filme, CLU, um ser criado virtualmente Flynn para cuidar da Grade que acaba se virando contra o criador. O rejuvenescimento feito pela mesma equipe que trabalhou em O Curioso Caso de Benjamim Button é bem realizado e convence na maior parte do tempo. Garrett Hedlund, o novo protagonista, não chega a estragar o filme, mas passa batido como novo herói. Porém, quem realmente se destaca na produção é Michael Sheen com um papel estranho que o proporciona espaço para ser caricato e exagerado, tornando-o divertidíssimo.
Enfim, Tron Legacy acaba sendo um ótimo entretenimento para quem estiver afim de passar um tempo se divertindo diante de um bom filme de ação sem nenhum questionamento muito profundo ao algo do tipo. Ah, e baixem, comprem, ouçam a trilha sonora excelente, vale muito a pena. Confira o trailer abaixo:
E a Disney/Pixar conseguiu mais uma vez fazer um ótimo filme. Ontem fui ver Toy Story 3, a terceira parte da franquia que tornou a animação por computação gráfica popular e nos apresentou a Pixar como esses gênios que são. De primeira mão posso adiantar que amei o filme.
Toy Story 3 começa com um pouco da infância de Andy acompanhado de seus brinquedos já tão conhecidos nossos. O tempo passa e então chega ao ponto de partida da história. Andy está com 17 anos e indo para a faculdade. Seus brinquedos já estão abandonados a um tempo e tentam de tudo para que seu dono brinque só um pouco com eles. A mãe de Andy então pede para que ele sapare as coisas que vai levar para a faculdade, as que vai guardar no sótão e as que vai jogar fora. Quando, por um engano, todos os brinquedos, fora Woody, vão para na sarjeta para que o lixeiro leve, eles decidem partir para uma creche junto com outros brinquedos que serão doados. Ao chegarem lá, a primeira impressão é a de um lugar perfeito para viver. São recebidos com festa pelos outros brinquedos, e especialmente cortejados pelo chefe deles, Lotso, um urso rosa com cheiro de morango. O que eles não sabem é que aquele lugar não é nem perto de ser feliz assim, e que Lotso pretende deixá-los na parte da creche para crianças menores, que só sabem bater e quebrar os brinquedos. Com isso começa a aventura, com eles tentando escapar da creche e com Woody tentando salvá-los.
A nostalgia bate desde a primeira cena. Quem era criança na época do lançamento do primeiro filme, acompanhou suas aventuras no segundo e chega aos cinemas para ver esse terceiro, já sente a emoção desde o primeiro minuto. Além disso, a Disney/Pixar tem um respeito gigantesco por aqueles personagens, mantendo-os fieis ao que eram e acrescentando novos conflitos. A animação, como de praxe nos filmes da produtora, está mais perfeita que nunca. Tudo é feito com um apreço visual inigualável, e se o 3D não é feito para jogar coisas na cara dos espectadores, serve perfeitamente para aumentar a sessão de profundidade do que é apresentado na tela.
Outro trunfo do filme são os novos personagens. Não tem como não adorar o Ken. O personagem, como eu já suspeitava diante dos vídeos divulgados, e postados aqui no blog há uns dias, rouba a cena. Seus momentos na tela, acompanhado da Barbie, são os mais impagáveis e divertidos. Não vou comentar mais para não estragar as surpersas, mas a cena do desfile seguida da tortura é sensacional. Não podemos esquecer os ótimos personagens que a série já tinha. Buzz continua excelente, sendo o protagonista de uma das melhores cenas do filme. É difícil também escolher um favorito. Cada um ganha pontos com partes de sua personalidade. Outro ponto de destaque na produção é o fato da Disney/Pixar não se render à típica redenção do vilão. O caminho seguido por quase todas as produções e que seria o mais fácil não é o mais acertado todas as vezes, e eles sabem disso.
Para quem gosta, não tem com não se emocionar ao final da projeção. Quando saí do cinema encontrei dois amigos que também tinham ido assistir, e perceber que não fui o único que chorou foi um alívio. Mostra o quanto esses personagens se tornaram importantes para uma geração e o quanto uma boa história é o que basta para tocar o espectador.
Antes do filme, como em todas as produções do estúdio, um curta é exibido. Aqui o curta é Dia e Noite, uma tocante história de respeito e aceitação com o diferente. É incrível o poder que a Disney/Pixar tem de entreter e ensinar. A mensagem é passada de forma divertida e deve fazer com que aquelas crianças presentes na sala, e até seus pais, saiam com uma visão um pouco diferente e mais tolerante do mundo.
Confira o trailer de Toy Story 3 abaixo:
See ya!!!
p.s. Ontem também assisti ao terceiro filme da saga Crepúsculo, Eclipse. Se quiser saber o que achei, acesse o blog Londripost que o filme é a Sessão de Domingo de hoje.
Com a estreia de Toy Story 3 se aproximando não dá pra deixar de falar sobre a incrível divulgação que a Disney vem fazendo do novo filme de uma de suas franquias mais bem estabelecidas e adoradas. Além de todos os trailers e teasers comuns em divulgações, a Disney vem lançando alguns vídeos virais que ajudam na divulgação. Um dos personagens mais explorados nesses vídeos é o novo personagem da fraquia, Ken.
A Disney percebeu o potencial do personagem e tem lançado vídeos e mais vídeos com ele como tema. Ele realmente parece ser o destaque da produção, divertido, com falas hilárias e sacadas incríveis, como só a Disney/Pixar consegue fazer.
Um dos que mais gostei foi um viral feito como um documentário sobre a vida desse personagem que já é meu favorito. O vídeo se chama Groovin' With Ken e mostra um pouco do dia-a-dia do persongem e o questiona sobre temas relevantes à vida dele, o que acaba deixando-o irritado, quando entram no assunto dele ser um brinquedo de meninas e por ter seu nome menor que o da Barbie na própria caixa. Assistam, é divertidíssimo:
Outro viral que realmente vale a pena ver, é uma série exibida na TV americana com as dicas do Ken para encontros e relacionamentos. São três virais, um melhor que o outro. A cena dele ensaiando em frente ao espelho formas de fingir estar ouvindo o que a garota está falando é ótima. Confira abaixo os três vídeos:
E por último, o ótimo vídeo do momento em que Ken encontra Barbie pela primeira vez. Sensacional:
O personagem é dublado no filme por Michael Keaton e promete se tornar o destaque do filme. Toy Story 3 estreia aqui no Brasil no dia 25 de junho, em 2D e 3D. Quem não viu o trailer do filme ainda, veja abaixo:
Sábado passado estava em casa, sem nada para fazer, decidido a não sair, com uma noite inteira pela frente e muitos filmes para assistir. Decidi então ver A Princesa e O Sapo. O filme tinha a pressão de ser o retorno da Disney ao gênero que a consagrou, o das animações em 2D. Ai você se pergunta: e conseguiu? O que posso dizer é que o filme não será um clássico do quilate de A Bela e a Fera, O Rei Leão e tantos outros que marcaram a infância de muitos, mas o filme não é uma decepção.
O filme pega a antiga história da princesa que beija o sapo transformando-o em príncipe para se casarem e viverem felizes para sempre e usa isso como ponto de partida para a sua história. Aqui, o príncipe, Naveen (voz de Bruno Campos no original), é um boa vida que, após ser colocado contra a parede por seus pais, viaja para Nova Orleans em busca de uma mulher rica para se casar e não perder suas mordomias. Ao chegar lá ele dá de cara com um mago de vudu que acaba o transformando em sapo.
O problema para Tiana (Anika Noni Rose) começa quando ela vê seu sonho de ser chef e possuir um restaurante despedaçado por falta de dinheiro, algo que na verdade ela nunca teve, mas que sempre trabalhou duro para conseguir. Nesse ponto chegamos ao beijo da princesa no sapo, que, por ela não ser uma princesa de verdade, acaba invertendo a maldição e a transformando também em um sapo. A partir daí, eles terão que se unir para conseguir voltar a sua forma humana e vencer o mal, e para isso, todos os clichês do gênero são jogados na tela. As personalidade opostas que se unem por força do destino e que acabam se apaixonando, a viagem que leva ao conhecimento e entendimento pessoal, o aprendizado do que há de melhor em cada um e a mudança de valores e prioridades. Tudo isso claro, embalado pelas belas músicas sempre presentas nas produções do tipo.
Sim, o filme é todo movido por clichês, mas ele traz, para quem viveu aquele período do auge da Disney, um sentimento de nostalgia e alegria que contagia e faz você torcer pela felicidade do casal, mesmo já sabendo todo o final da história desde o começo da projeção. Ah, outro ponto sempre presente nas animações da Disney e que aqui também tem destaque, são os coadjuvantes divertidíssimos. Temos o crocodilo trompetista Louis (Michael-Leon Wooley), que não quer nada na vida a não ser tocar seu trompete com os humanos, temos também o vagalume apaixonado por uma estrela Ray (Jim Cummings) e Mama Odie (Jenifer Lewis), uma feiticeira que entende de vudu e magia negra e é a pessoa que pode trazê-los de volta. Se você gosta de animação, veja, vale a pena. Se não é o maior fã, talvez não lhe agrade tanto.
Ontem acordei e resolvi, vou ao cinema. Minha primeira opção era ver Os Normais 2, mas, meus amigos, Felipe e Tatinha resolveram ir junto e eles já haviam visto o filme, então resolvemos ver outro, no caso, Up, a nova animação dos estúdios Pixar e Disney.
O filme acompanha a história de Carl Fredricksen, um senhor de 78 anos, vendedor de balões, que resolver partir para a aventura que ele sempre sonhou após certos acontecimentos em sua vida. O sonho de Carl é viajar até o Paraíso das Cachoeiras, na América do Sul. A maneira encontrada por ele para ir é pendurar em sua casa muitos balões e voar com a própria casa até o local. O que Carl descobre quando já está no ar é a presença inesperada de Russell, um pequeno escoteiro de 8 anos cujo sonho é ajudar um idoso para conseguir a última medalha que lhe falta e passar de pequeno explorador para grande explorador.
Contrariando todos que diziam, na época em que o filme foi anunciado, que um filme protagonizado por um homem de 78 anos não tinha qualquer apelo, a Disney, em especial a Pixar, produzem uma obra emocionante, engraçada e extremamente prazerosa de se ver. O filme, em sua primeira parte, nos apresenta o sonhador Carl em sua infância, conhecendo sua futura esposa Ellie e o desenvolvimento da vida dos dois, com o sonho da viagem sempre presente. A beleza das cenas e dos diálogos é realmente tocante, como todo trabalho do estúdio. Após os acontecimentos que o levam a viagem o grande destaque fica na dinâmica entre Carl e Russell, o grande destaque do filme na minha humilde opinião. O garoto é agitado, dinâmico e super engraçado. Seu jeito conquista qualquer um. Além disso, temos o cão falante Dug e a ave rara como atrativos para piadas bem feitas e gags visuais.
Claro que, como todo filme, a aventura não pode ficar apenas na viagem e surpresas e desafios surgem no caminho. O grande vilão da história, o explorador favorito de Carl em sua infância, desaparecido após ter suas pesquisas desacreditadas, reaparece querendo reconquistar sua fama e credibilidade. Mas, no final, o que sobra de mais prazeroso na projeção e a dinâmica entra Carl e Russell, o rabugento e o otimista. Um filme que realmente tem o poder de levar às lágrimas pessoas mais emotivas. Mais um triunfo da Pixar como estúdio, que consegue produzir em animação o que muitos tentam em filmes Live-Action.
A dublagem como sempre é muitíssimo bem feita. No Brasil, como normalmente só encontramos cópias dubladas de animação, ela é feita por Chico Anysio em um trabalho inspirado que desaparece dentro do personagem. Sobre a projeção em 3D, não acredito que valha muito a pena, no filme é muito pouco utilizado e não há nada que recompense.