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terça-feira, 1 de março de 2011

And the Oscar goes to... The King's Speech

No último domingo foi realizada a 83ª cerimônia do Oscar e ela não poderia ter sido menos interessante. Tirando alguns bons momentos, quase todos ligados aos apresentadores James Franco e Anne Hathaway e a uma incrível participação de Kirk Douglas, tivemos uma noite completamente previsível e desapontante quanto aos vencedores das duas principais categorias, diretor e filme. Como era previsto, e por mais que tenhamos torcido contra, O Discurso do Rei acabou saindo vencedor com os prêmios de melhor filme e melhor diretor, para o pouco expressivo Tom Hooper. Atrevo-me a dizer que a Academia premiou um dos filmes mais fracos entre os indicados, prêmios esses que deveriam ter ido para A Rede Social. David Fincher foi totalmente deixado de lado, mesmo sendo o responsável pela incrível direção do filme sobre a criação do Facebook. Além dos dois prêmios principais, O Discurso do Rei ainda levou mais dois prêmios, o de roteiro original - mais uma vez sem merecer, já que o mesmo concorria com o excelente roteiro de A Origem - e o de melhor ator para Colin Firth, talvez o único que tenha sido minimamente justo, apesar de eu achar que a atuação dele em Direito de Amar tenha sido melhor.

Empatado com O Discurso do Rei, também com quatro Oscar, ficou A Origem, que abocanhou a maioria dos prêmios técnicos: Efeitos Especiais, Fotografia, Mixagem e Edição de Som. O excelente A Rede Social acabou saindo de lá apenas com três prêmios: um para o excelente roteiro de Aaron Sorkin, outro para a incrível trilha sonora criada por Trent Reznor e Atticus Ross e o último pela montagem impecável. O Oscar de melhor atriz foi, como todos já esperavam, para Natalie Portman por sua interpretação majestosa em Cisne Negro e os coadjuvantes foram todos para O Vencedor. Christian Bale levou, merecidamente, o prêmio por sua interpretação de Dicky e Melissa Leo ficou com o Oscar de atriz coadjuvante pelo papel da Mãe do personagem. Outro prêmio que ninguém tinha dúvidas de qual seria o vencedor era o de melhor animação, que obviamente foi para Toy Story 3. O excelente Bravura Indômita saiu de mãos abanando da premiação. Confira abaixo a lista com todos os vencedores:

Melhor filme: O Discurso do Rei

Melhor diretor: Tom Hooper - O Discurso do Rei

Melhor ator: Colin Firth - O Discurso do Rei

Melhor atriz: Natalie Portman - Cisne Negro

Melhor ator coadjuvante: Christian Bale - O Vencedor

Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo - O Vencedor

Melhor roteiro original: O Discurso do Rei

Melhor roteiro adaptado: A Rede Social

Melhor longa animado: Toy Story 3

Melhor filme em língua estrangeira: Em um Mundo Melhor

Melhor direção de arte: Alice no País das Maravilhas

Melhor fotografia: A Origem

Melhores efeitos visuais: A Origem

Melhor figurino: Alice no País das Maravilhas

Melhor montagem: A Rede Social

Melhor maquiagem: O Lobisomem

Melhor documentário: Trabalho Interno

Melhor documentário em curta-metragem: Strangers no More

Melhor curta-metragem: God of Love

Melhor animação em curta-metragem: The Lost Thing

Melhor trilha sonora: Trent Reznor e Atticus Ross - A Rede Social

Melhor canção original: "We Belong Together" - Toy Story 3

Melhor edição de som: A Origem

Melhor mixagem de som: A Origem

Então é isso, mais uma vez decepcionado com a Academia, fico por aqui. E que o Oscar 2012 seja melhor.

See ya!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Oscar 2011

Hoje a noite será realizada a 83ª cerimônia de entrega dos prêmios da academia, mais conhecida como o Oscar. O filme com maior número de indicações é O Discurso do Rei, com 12, seguido por Bravura Indômita, com 10. A Rede Social aparece com oito indicações. Concorrendo com esses três filmes ao maior prêmio da noite temos Cisne Negro, O Vencedor, A Origem, Minhas Mães e Meu Pai, 127 Horas, Toy Story 3 e Inverno da Alma.


Abaixo a lista de indicados e minha opinião sobre as principais categorias e nas que tenho um candidato preferido.

Melhor Filme
Cisne Negro
O Vencedor
A Origem
Minhas Mães e Meu Pai
O Discurso do Rei
127 Horas
A Rede Social
Toy Story 3
Bravura Indômita
Inverno da Alma

Estou quase certo que o grande vencedor da noite será O Discurso do Rei, o que vai me deixar decepcionado, já que minha torcida vai para A Rede Social, sem dúvida nenhuma o melhor filme do ano passado. O problema é que O Discurso do Rei tem tudo que os votantes da academia apreciam, uma história de superação, ambientação histórica, cenários grandiosos e estilo clássico. Ainda assim continuo com a minha torcida e na esperança de uma reviravolta. Seria maravilhoso ver um filme moderno e primoroso como A Rede Social sair com o prêmio maior.

Melhor Direção
Darren Aronofsky, Cisne Negro
David Fincher, A Rede Social
Tom Hooper, O Discurso do Rei
David O. Russell, O Vencedor
Joel & Ethan Cohen, Bravura Indômita

Normalmente a academia premia o diretor responsável pelo filme vencedor da noite e se nesse ano a tradição continuar, veremos Tom Hooper sair com a estatueta nas mãos. O que pode acontecer é a academia dar o prêmio à David Fincher na tentativa de reparar o fato de o de melhor filme ter ido para O Discurso do Rei. Isso já aconteceu antes, no Oscar de 2006 mais precisamente, quando Ang Lee levou a estatueta de melhor diretor enquanto seu filme, Brokeback Mountain, sem dúvidas o melhor da noite, perdeu o prêmio principal para o mediano Crash de Paul Haggis.

Melhor Ator
Javier Bardem, Biutiful
Colin Firth, O Discurso do Rei
James Franco, 127 Horas
Jesse Eisenberg, A Rede Social
Jeff Bridges, Bravura Indômita

Dos indicados ao prêmio de melhor ator, o único que não vi foi Javier Bardem em Biutiful, mas ainda assim sinto certa confiança em fazer minhas previsões já que acredito que ele não tenha muita chance, apesar de ter ouvido ótimas críticas ao seu trabalho. Quem deve sair com o prêmio aqui é Colin Firth, por uma ótima interpretação em O Discurso do Rei, mas ainda assim o prêmio soará como uma tentativa de compensação já que o ator foi indicado no ano passado pelo filme Direito de Amar e perdeu, sem dúvidas seu melhor trabalho até hoje. Os outros indicados também são merecedores, mas não posso negar que mesmo com chances mínimas, eu adoraria ver Jesse Eisenberg vencer. Sua interpretação de Mark Zuckerberg é primorosa ao tornar o personagem ao mesmo tempo amável e detestável. Senti falta aqui de uma indicação para Ryan Gosling, por seu papel em Namorados para Sempre.

Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale, O Vencedor
John Hawkes, Inverno da Alma
Mark Ruffalo, Minhas Mães e Meu Pai
Geoffrey Rush, O Discurso do Rei
Jeremy Renner, Atração Perigosa

O melhor ator coadjuvante deve mesmo ser Christian Bale, e eu ficarei muito feliz se isso acontecer. Bale é conhecido por se entregar aos seus papéis e em O Vencedor não é diferente. Além de toda a transformação física, Bale faz um excelente trabalho ao construir a figura real de Dicky, um ex-lutador viciado em crack. Sua concorrência maior é com Geoffrey Rush, mesmo eu achando John Hawkes ainda melhor.

Melhor Atriz
Annette Bening, Minhas Mães e Meu Pai
Nicole Kidman, Reencontrando a Felicidade
Jennifer Lawrence, Inverno da Alma
Natalie Portman, Cisne Negro
Michelle Williams, Namorados para Sempre

Aqui também não vi o trabalho de uma das indicadas, no caso, Nicole Kidman, mas também acredito que não terei problemas em prever o resultado. O prêmio esse ano será para Natalie Portman, por sua excelente interpretação em Cisne Negro. Portman, assim como Bale, se entrega à personagem praticamente desaparecendo em sua existência. As outras três indicadas também são merecedoras desse reconhecimento, em especial Michelle Williams em um dos filmes mais tristes do ano.

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams, O Vencedor
Helena Bonham-Carter, O Discurso do Rei
Melissa Leo, O Vencedor
Hailee Steinfeld, Bravura Indômita
Jacki Weaver, Animal Kingdom

A disputa para melhor atriz coadjuvante também será acirrada. Amy Adams e Melissa Leo, ambas de O Vencedor, se destacam, com uma leve vantagem da veterana Leo. Hailee Steinfeld é a promessa da vez. Em Bravura Indômita ela passa de criança a adulta em busca de vingança em questão de segundos de projeção e nos faz sentir seu crescimento apenas em sua forma de agir. Sem dúvidas merecedora do prêmio. Helena Bonham-Carter mostra em O Discurso do Rei que também sabe fazer personagens normais, longe daquele mundo fantástico de Tim Burton, mas nada inesquecível. Já sobre a última indicada, Jacki Weaver, de Animal Kingdom, não posso opinar, pois não vi o filme.

Melhor Filme Estrangeiro
Biutiful (México)
Dogtooth (Grécia)
Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)
Incêndios (Canadá)
Fora da Lei (Algéria)

Melhor Roteiro Original
Christopher Nolan, A Origem
David Seidler, O Discurso do Rei
Mike Leigh, Another Year
Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson, O Vencedor
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg, Minhas Mães e Meu Pai

Minha torcida para melhor roteiro original é para A Origem, apensar de achar que O Discurso do Rei vencerá mais uma vez apenas por fazer parte do estilo preferido dos votantes, o que mais uma vez provará o favoritismo do filme na premiação dessa noite.

Melhor Roteiro Adaptado
Aaron Sorkin, A Rede Social
Marguerite Roberts, Bravura Indômita
Danny Boyle e Simon Beaufoy, 127 Horas
Debra Granik e Anne Rosellini, Inverno da Alma
Michael Arndt, Toy Story 3

O prêmio de melhor roteiro adaptado será mais concorrido, já que temos dois grandes roteiros na briga: A Rede Social e Bravura Indômita. Minha torcida mais uma vez vai para o filme de David Fincher, que possui um roteiro impecável e moderno adaptado maravilhosamente bem por Aaron Sorkin.

Melhor Filme de Animação
Como Treinar o Seu Dragão
O Mágico
Toy Story 3

Não preciso dizer nada sobre esse prêmio né?! Toy Story 3 e ponto.

Melhor Fotografia
Cisne Negro, Matthew Libatique
A Origem, Wally Pfister
O Discurso do Rei, Danny Cohen
Bravura Indômita, Roger Deakins
A Rede Social, Jeff Cronenweth

Minha torcida para o prêmio de melhor fotografia fica dividida novamente entre o moderno e o clássico, em especial entre Bravura Indômita e A Rede Social, mas ainda assim me inclino um pouco ao moderno de A Rede Social que tem a fotografia feita por Jeff Cronenweth, o mesmo responsável pela fotografia de Clube da Luta. Seria bom ver alguém com novas ideias vencer a categoria.

Melhor Documentário
Exit Through The Gift Shop
Gasland
Inside Job
Restrepo
Lixo Extraordinário

Melhor Documentário de Curta-metragem
Killing In The Name
Poster Girl
Strangers No More
Sun Come Up
The Warriors of Qiugang

Melhor Montagem
Cisne Negro, Andrew Wesiblum
O Vencedor, Pamela Martin
O Discurso do Rei, Tariq-Anwar
127 Horas, Jon Harris
A Rede Social, Angus Wall e Kirk Baxter

Esse sem dúvidas é um dos prêmios mais disputados, mas ainda fico com A Rede Social. A montagem feita por Angus Wall e Kirk Baxter é primorosa, durante todo o filme eles mesclam o passado, mais precisamente o momento da criação do Facebook, e o futuro, com o desenvolvimento do processo movido contra Mark Zuckerberg, sem deixar em nenhum momento a projeção confusa.

Melhor Trilha Sonora
Como Treinar o Seu Dragão, John Powell
A Origem, Hans Zimmer
O Discurso do Rei, Alexandre Desplat
127 Horas, A.R. Rahman
A Rede Social, Trent Reznor e Atticus Ross

Aqui me divido em três. Ficarei feliz se ou A Origem ou 127 Horas ou A Rede Social ganhar o prêmio, mas minha torcida maior é para a épica trilha de Hans Zimmer para A Origem. Não tem uma só pessoa que viu o filme e que não sentiu o poder da trilha na história.

Melhor Direção de Arte
Alice no País das Maravilhas, Robert Stromberg , Karen O´Hara
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I, Stuart Craig (Design de Produção), Stephenie McMillan (Decoração de Set)
A Origem, Guy Hendrix Dyas (Design de Produção), Larry Dias and Doug Mowat (Decoração de Set)
O Discurso do Rei, Eve Stewart (Design de Produção), Judy Farr (Decoração de Set)
Bravura Indômita, Jess Gonchor (Design de Produção), Nancy Haigh (Decoração de Set)

Melhor Figurino
Alice no País das Maravilhas, Colleen Atwood
I Am Love, Antonella Cannarozzi
O Discurso do Rei, Jenny Beavan
A Tempestade, Sandy Powell
Bravura Indômita, Mary Zophres

Melhor Maquiagem
A Minha Versão do Amor, Adrien Morot
The Way Back, Edouard F. Henriques, Gregory Funk e Yolanda Toussieng
O Lobisomem, Rick Baker e Dave Elsey

Melhor Canção
Coming Home, Country Strong
I See The Light, Enrolados
If I Rise, 127 Horas
We Belong Together, Toy Story 3

Melhor Edição de Som
A Origem, Richard King
Toy Story 3, Tom Myers e Michael Silvers
Tron - O Legado, Gwendolyn Yates Whittle e Addison Teague
Bravura Indômita, Skip Lievsay e Craig Berkey
Incontrolável, Mark P. Stoeckinger

Melhor Mixagem de Som
A Origem, Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick
O Discurso do Rei, Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley
Salt, Jeffrey J. Haboush, Greg P. Russell, Scott Millan e William Sarokin
A Rede Social, Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick e Mark Weingarten
Bravura Indômita, Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter F. Kurland

Efeitos Visuais
Alice no País das Maravilhas, Ken Ralston, David Schaub, Carey Villegas e Sean Phillips
Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte I, Tim Burke, John Richardson, Christian Manz e Nicolas Aithadi
A Origem, Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley e Peter Bebb
Homem de Ferro II, Janek Sirrs, Ben Snow, Ged Wright e Daniel Sudick
Além da Vida, Michael Owens, Bryan Grill, Stephan Trojanski e Joe Farrell

Melhor Curta
The Confession
The Crush
God Of Love
Na Wewe
Wish 143

Melhor Curta Animado
Day & Night
the Gruffalo
Let´s Pollut
The Lost Thing
Madagascar

A premiação será novamente no Kodak Theatre em Los Angeles e será exibida aqui no Brasil pela TNT a partir das 22 horas da noite. A Rede Globo, mais uma vez sacaneando os fãs de cinema, exibirá flashes da cerimônia durante sua programação e entrará ao vivo só depois do Big Brother. A apresentação será de James Franco (também indicado ao Oscar de melhor ator) e Anne Hathaway.

Se você quiser saber toda a programação da cerimônia de hoje, o Omelete publicou um roteiro no site deles que você pode acessar clicando aqui. Além disso, se tudo der certo, comentarei os prêmios e acontecimentos pelo meu twitter (@BetoCarlomagno) durante a exibição do 83ª Oscar.

See ya!!!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Melhores filmes de 2010

Para voltar à ativa, nada melhor que uma lista. Usei um bom tempo das minhas férias para pensar nessa lista. Ela serve para enumerar meus filmes favoritos do ano de 2010, e olha que não foi fácil chegar a esses dez não viu. Para esclarecer, só foram considerados filmes que foram lançados nos cinemas brasileiros durante o ano de 2010, não importa se o filme saiu lá fora antes, ou mesmo se foram lançados agora no fim do ano e ainda não chegaram por aqui. Dê seu palpite, diga se faltou algum filme, se concorda ou não.

1. A Rede Social (The Social Network)


Direção: David Fincher
Elenco: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Rooney Mara e Justin Timberlake
A Rede Social ficou com o primeiro lugar da lista por causa de vários fatores, entre os principais estão a grande direção de David Fincher, que faz desse filme um dos seus projetos mais bem realizados, sem recorrer a nenhum truque de câmera ou efeito especial. Outros pontos de destaque na produção são o roteiro primoroso de Aaron Sorkin, a grande atuação do elenco principal e a trilha sonora feita especialmente para o filme por Trent Reznor e Atticus Ross. Sem dúvidas meu favorito de 2010.

2. A Origem (Inception)


Direção: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Ellen Page, Marion Cottilard, Cillian Murphy, Joseph Gordon-Levitt e Michael Cane
A Origem serviu para consolidar Christopher Nolan como um dos melhores e mais criativos diretores em atividade. O filme mostra que Nolan sabe muito bem lidar com blockbusters, dirigindo grandes produções sem deixar que o estúdio domine seu direcionamento. Ele, com o sucesso da franquia Batman, conseguiu a liberdade para criar filmes de custo milionário com a liberdade de produções independentes, sem perder a criatividade e se render ao caminho fácil. A Origem também ganha pontos pelo incrível trabalho de edição feito por Lee Smith, a trilha sonora soberba criada por Hans Zimmer e o roteiro que faz com que o espectador não perca o interesse pelo filme mesmo com suas extensas duas horas e meia de duração.

3. Toy Story 3 (Idem)


Direção: Lee Unkrick
Elenco (de vozes): Tom Hanks, Tim Allen e Joan Cusack
Havia muita desconfiança nessa produção, mesmo se tratando de um filme da Disney/Pixar. Toy Story foi a primeira franquia do estúdio, e depois de dois filmes incríveis, não se sabia por que caminhos eles poderiam percorrer em um terceiro filme. Mas eis que a Disney/Pixar provou que não devemos jamais duvidar do seu poder de criar obras emocionantes e extremamente criativas. O terceiro filme da franquia se tornou o melhor da série. O estúdio acertou ao saber direcionar o seu produto final. Ele era sim um filme de entretenimento para todas as criancinhas que iam ao cinema para vê-lo, mas para quem cresceu vendo Toy Story, ele era muito mais, ele era um ritual de passagem e de crescimento que fez muito marmanjo se emocionar como não acontecia a muito tempo. A cena final do filme é quase que um teste de superação para quem consegue não chorar.

4. Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim Vs. The World)


Direção: Edgar Wright
Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin, Brandon Routh, Anna Kendrick e Jason Schwartzman
Sem dúvidas o filme mais nerd do ano, e também o mais divertido. Edgar Wright já dava indícios do diretor cool que era com seus filmes anteriores Shaun Of The Dead (cujo péssimo título nacional é Todo Mundo Quase Morto) e Chumbo Grosso, mas com Scott Pilgrim ele atingiu o ápice do estilo com uma produção que mescla comédia com ação em uma homenagem clara ao mundo 8bits, que começa já no logo da Universal, com seu estilo pixelado e o som característico dos jogos de video game do início. Sem contar as sacadas incríveis como a homenagem a Seinfeld, os usos das onomatopeias e a participação inspirada de Kieran Culkin como o amigo Wallace.

5. Kick-Ass (Idem)


Direção: Matthew Vaughn
Elenco: Aaron Johnson, Chloë Moretz, Nicolas Cage, Christopher Mintz-Plasse e Mark Strong
Esse ano realmente foi o ano dos nerds nos cinemas. Basta dar uma olhada nas cinco primeiras colocações desse ranking. Kick-Ass é mais um que se encaixa nessa lista. Depois de se tornar um dos filmes mais aguardados e comentados pela comunidade online, o filme estreou se mostrando uma produção genial, superando todas as expectativas, com uma história divertida e recheada de referências pop e com ótimas atuações de seu elenco principal, em especial a garota Chloë, que interpreta a Hit-Girl. É praticamente impossível não se render ao carisma da pequena atriz, que ganha todos os espectadores com uma atuação forte e inspirada. Não podemos deixar de citar o roteiro atual e divertido, que tem o apoio da HQ, que já é construída embasada em todo esse mundo atual de heróis e comunidades virtuais.

6. Direito de Amar (A Single Man)


Direção: Tom Ford
Elenco: Colin Firth, Matthew Goode, Nicholas Hoult e Julianne Moore
Esqueçam o péssimo título nacional. A Single Man é uma das melhores produções do ano de 2010 e uma das maiores surpresas. O filme é a estreia do estilista Tom Ford na direção e com um filme delicado e primoroso tecnicamente, ele prova que tem talento para isso. A Single Man é um triunfo do início ao fim, com direção de arte, fotografia e figurino perfeitos, atuação espetacular do elenco principal, com destaque para Colin Firth (que merecia o Oscar, mas deve ganhar esse ano por O Discurso do Rei) e Julianne Moore, e um roteiro que consegue passar toda a sensibilidade e angustia que a história pede.

7. Onde Vivem os Monstros (Where The Wild Things Are)


Direção: Spike Jonze
Elenco: Max Records, Catherine Keener, Mark Rufallo e com as vozes de James Gandolfini, Forest Withaker, Paul Dano e Chris Cooper
Pouco visto pelo grande público, Onde Vivem os Monstros é um dos filmes mais sensíveis e belos produzidos nesse ano que passou. A adaptação é dona de um roteiro impecável, direção de arte e fotografia belíssimas e uma trilha sonora incrível feita especialmente para o filme por Karen O (vocalista do Yeah Yeah Yeahs). Com todos esses elementos, Spike Jonze construiu uma fábula moderna tocante e até um pouco sombria que merecia maior reconhecimento.

8. A Ilha do Medo (Shutter Island)


Direção: Martin Scorcese
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Rufallo, Ben Kingsley, Patricia Clarkson e Jackie Earle Haley
Scorcese realmente me surpreendeu com esse seu retorno ao suspense. A Ilha do Medo é um filme bem construído, que sabe manter a tensão e o suspense que se propõe levar ao espectador durante toda sua projeção, mantendo o espírito das produções do gênero, com seu final inesperado. O filme ainda possui uma excelente fotografia, uma montagem espetacular que se confunde entre realidade e imaginação e uma trilha sonora pontual, forte e marcante. O elenco é um show a parte. DiCaprio está perfeito em uma mistura de confiança e descrença, Patricia Clarkson, que faz uma ponta, está surpreendente e Jackie Earle Haley está de dar medo.

9. Zumbilândia (Zombieland)


Direção: Ruben Fleischer
Elenco: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Emma Stone e Abigail Breslin
Os trailers do filme já davam uma ideia do que estava por vir e o filme não nos decepcionou. Zumbilândia é uma comédia que realmente faz rir, repleta de cenas de ação que além de bem boladas são divertidíssimas e com uma pitada da nojeira que se espera de uma produção que envolva zumbis. Os trunfos do filme são seu elenco inspiradíssimo e muito confortável em seus papéis e um roteiro extremamente criativo. O início do filme já é um deleite com suas cenas em câmera lenta que mostram a destruição do planeta. A apresentação das regras do personagem de Eisenberg para sobreviver também é incrivelmente bem feita. E não dá para deixar de falar da participação especial de Bill Murray, simplesmente sensacional.

10. Preciosa – Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire)


Direção: Lee Daniels
Elenco: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Rodney Jackson, Paula Patton e Mariah Carey
Forte. Essa é a palavra que melhor define esse filme pequeno em proporção, mas de grande impacto ao mostrar a dura vida de uma adolescente de 16 anos, Claireece "Precious" Jones, que é abusada sexualmente pelo pai e maltratada pela mãe, interpretada magnificamente por Mo’Nique, no bairro do Harlem, em Nova York, no ano de 1987. Além disso, Preciosa revelou para o mundo o grande (sem nenhum trocadilho) talento de Gabourey Sidibe e conseguiu tirar uma interpretação digna de Mariah Carey.

domingo, 4 de julho de 2010

Toy Story 3

E a Disney/Pixar conseguiu mais uma vez fazer um ótimo filme. Ontem fui ver Toy Story 3, a terceira parte da franquia que tornou a animação por computação gráfica popular e nos apresentou a Pixar como esses gênios que são. De primeira mão posso adiantar que amei o filme.


Toy Story 3 começa com um pouco da infância de Andy acompanhado de seus brinquedos já tão conhecidos nossos. O tempo passa e então chega ao ponto de partida da história. Andy está com 17 anos e indo para a faculdade. Seus brinquedos já estão abandonados a um tempo e tentam de tudo para que seu dono brinque só um pouco com eles. A mãe de Andy então pede para que ele sapare as coisas que vai levar para a faculdade, as que vai guardar no sótão e as que vai jogar fora. Quando, por um engano, todos os brinquedos, fora Woody, vão para na sarjeta para que o lixeiro leve, eles decidem partir para uma creche junto com outros brinquedos que serão doados. Ao chegarem lá, a primeira impressão é a de um lugar perfeito para viver. São recebidos com festa pelos outros brinquedos, e especialmente cortejados pelo chefe deles, Lotso, um urso rosa com cheiro de morango. O que eles não sabem é que aquele lugar não é nem perto de ser feliz assim, e que Lotso pretende deixá-los na parte da creche para crianças menores, que só sabem bater e quebrar os brinquedos. Com isso começa a aventura, com eles tentando escapar da creche e com Woody tentando salvá-los.


A nostalgia bate desde a primeira cena. Quem era criança na época do lançamento do primeiro filme, acompanhou suas aventuras no segundo e chega aos cinemas para ver esse terceiro, já sente a emoção desde o primeiro minuto. Além disso, a Disney/Pixar tem um respeito gigantesco por aqueles personagens, mantendo-os fieis ao que eram e acrescentando novos conflitos. A animação, como de praxe nos filmes da produtora, está mais perfeita que nunca. Tudo é feito com um apreço visual inigualável, e se o 3D não é feito para jogar coisas na cara dos espectadores, serve perfeitamente para aumentar a sessão de profundidade do que é apresentado na tela.


Outro trunfo do filme são os novos personagens. Não tem como não adorar o Ken. O personagem, como eu já suspeitava diante dos vídeos divulgados, e postados aqui no blog há uns dias, rouba a cena. Seus momentos na tela, acompanhado da Barbie, são os mais impagáveis e divertidos. Não vou comentar mais para não estragar as surpersas, mas a cena do desfile seguida da tortura é sensacional. Não podemos esquecer os ótimos personagens que a série já tinha. Buzz continua excelente, sendo o protagonista de uma das melhores cenas do filme. É difícil também escolher um favorito. Cada um ganha pontos com partes de sua personalidade. Outro ponto de destaque na produção é o fato da Disney/Pixar não se render à típica redenção do vilão. O caminho seguido por quase todas as produções e que seria o mais fácil não é o mais acertado todas as vezes, e eles sabem disso.


Para quem gosta, não tem com não se emocionar ao final da projeção. Quando saí do cinema encontrei dois amigos que também tinham ido assistir, e perceber que não fui o único que chorou foi um alívio. Mostra o quanto esses personagens se tornaram importantes para uma geração e o quanto uma boa história é o que basta para tocar o espectador.


Antes do filme, como em todas as produções do estúdio, um curta é exibido. Aqui o curta é Dia e Noite, uma tocante história de respeito e aceitação com o diferente. É incrível o poder que a Disney/Pixar tem de entreter e ensinar. A mensagem é passada de forma divertida e deve fazer com que aquelas crianças presentes na sala, e até seus pais, saiam com uma visão um pouco diferente e mais tolerante do mundo.

Confira o trailer de Toy Story 3 abaixo:


See ya!!!

p.s. Ontem também assisti ao terceiro filme da saga Crepúsculo, Eclipse. Se quiser saber o que achei, acesse o blog Londripost que o filme é a Sessão de Domingo de hoje.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Toy Story 3

Com a estreia de Toy Story 3 se aproximando não dá pra deixar de falar sobre a incrível divulgação que a Disney vem fazendo do novo filme de uma de suas franquias mais bem estabelecidas e adoradas. Além de todos os trailers e teasers comuns em divulgações, a Disney vem lançando alguns vídeos virais que ajudam na divulgação. Um dos personagens mais explorados nesses vídeos é o novo personagem da fraquia, Ken.

A Disney percebeu o potencial do personagem e tem lançado vídeos e mais vídeos com ele como tema. Ele realmente parece ser o destaque da produção, divertido, com falas hilárias e sacadas incríveis, como só a Disney/Pixar consegue fazer.

Um dos que mais gostei foi um viral feito como um documentário sobre a vida desse personagem que já é meu favorito. O vídeo se chama Groovin' With Ken e mostra um pouco do dia-a-dia do persongem e o questiona sobre temas relevantes à vida dele, o que acaba deixando-o irritado, quando entram no assunto dele ser um brinquedo de meninas e por ter seu nome menor que o da Barbie na própria caixa. Assistam, é divertidíssimo:



Outro viral que realmente vale a pena ver, é uma série exibida na TV americana com as dicas do Ken para encontros e relacionamentos. São três virais, um melhor que o outro. A cena dele ensaiando em frente ao espelho formas de fingir estar ouvindo o que a garota está falando é ótima. Confira abaixo os três vídeos:







E por último, o ótimo vídeo do momento em que Ken encontra Barbie pela primeira vez. Sensacional:



O personagem é dublado no filme por Michael Keaton e promete se tornar o destaque do filme. Toy Story 3 estreia aqui no Brasil no dia 25 de junho, em 2D e 3D. Quem não viu o trailer do filme ainda, veja abaixo:



See ya!!!