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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Veja o trailer de Passion, o novo filme de Brian De Palma

Passion, o novo filme de Brian De Palma, acaba de ganhar seu primeiro e curto trailer. Este é o primeiro filme do diretor em cinco anos. Isso mesmo, De Palma não lança nada desde Redacted, de 2007 - que, acredito eu, nunca chegou ao Brasil. Passion é um remake do filme francês de 2010 Crime de Amor (Crime d’amour), dirigido por Alain Corneau e já disponível em DVD no Brasil.

A história do filme segue duas mulheres, Christine (Rachel McAdams) - uma empresária elegante e de sangue frio que tem uma posição de destaque e poder em uma agência de propaganda - e sua assistente Isabel (Noomi Rapace) - uma morena tímida e reservada. Christine tem um charme suave, mas embaixo de seu verniz de controle existe uma mulher com necessidades sexuais excêntricas. Já Isabel é inteligente, criativa e ambiciosa. Quando Christine assume o crédito por uma campanha de marketing cuja ideia foi toda de Isabel, as máscaras caem e Isabel parte em busca de vingança.

O trailer não revela muito, mas já dá uma ideia do tom de thriler erótico que o filme seguirá. Passion estreará primeiro no Festival de Veneza, que começa no próximo dia 29, e depois passará no Festival de Toronto em setembro. No entanto, não há qualquer previsão de estreia para o filme nos cinemas norte-americanos ou brasileiros.

Veja o trailer abaixo:



See ya!!!

sábado, 23 de junho de 2012

Crítica: Prometheus

Acredito que uma questão que devia martelar na cabeça dos fãs da série Alien é de onde vieram aquelas criaturas. Com esta motivação, Ridley Scott retornou ao mundo da ficção científica para dar uma explicação e ainda aproveitar para discorrer sobre a origem do próprio homem. Prometheus é um projeto que começou como uma nova continuação para a franquia dos monstros espaciais, mas que acabou se tornando um prólogo e a promessa de uma nova série, o que será ótimo se acontecer, já que o que não falta é assunto para ser discutido.

Prometheus acompanha um grupo de cientistas que deixam a Terra em busca de uma explicação para a origem do homem, questão levantada durante escavações que demonstravam a possibilidade de seres extraterrestres serem os responsáveis pelo surgimento do homem, o que acabaria com as teorias da criação e da evolução existentes. Movidos pela curiosidade, os cientistas Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green), o casal que encontrou estes indícios, comandam a expedição sob a supervisão de Meredith Vickers (Charlize Theron), das empresas Weyland - que patrocinam a busaca -, e do androide David (Michael Fassbender).

A principal qualidade de Prometheus está no seu desenvolvimento inicial, quando o foco da trama é a discussão existencialista e o desenvolvimento de cada um daqueles personagens e de suas relações naquele ambiente desconhecido. E é este ambiente que também colabora para bons momentos do filme, como a primeira exploração no planeta em que eles chegam. A criação do ambiente e da atmosfera consegue criar uma sensação de fobia e ansiedade pela descoberta que empolga e eleva o nível do filme. Um belo trabalho resultado da primeira parte do roteiro do novato Jon Spaihts e de Damon Lindelof, uma das mentes por trás de Lost. No entanto, a parte final do filme se perde ao decidir empregar algumas cenas de ação apenas para causar algumas mortes - sem qualquer impacto, diga-se de passagem - e reviravoltas um tanto quanto óbvias enquanto questionamentos muito mais importantes para a própria trama são deixados sem explicação, como por que aqueles seres se arrependeram tanto de nos ter criado.

Agora, se tem algo que vale cada segundo de Prometheus é a interpretação impecável de Michael Fassbender como o androide David e o próprio personagem que é, sem dúvidas, o mais interessante e intrigante da produção por suas motivações desconhecidas e seu comportamento ressentido. Impecável, com já era de se esperar vindo de Fassbender. Além dele, o resto do elenco principal não decepciona. Rapace se sai bem como a mulher durona criada para ser a representação de Ripley na nova produção. Já Theron pelo visto tem se especializado em interpretar mulheres frias e inescrupulosas, o que ela faz muito bem, apesar da personagem não ser tão interessante quanto poderia. Por último, o uso de Guy Pierce foi um pouco estranho para mim. Por que contratar um ator jovem para fazer um papel que aparece o tempo todo durante a projeção como velho? Tudo bem, você pode dizer que tivemos os vídeos virais de divulgação com ele jovem, mas eles poderiam ter usado duas pessoas diferentes, ou pelo menos investido em uma maquiagem melhor.

Prometheus ainda se destaca pelo belíssimo trabalho da direção de arte e dos efeitos especiais, que criam um mundo novo e excitante, além de figurinos incríveis. No fim das contas, Prometheus me surpreendeu por ser melhor do que eu esperava, mas ainda não conseguiu atingir seu máximo, mas há muito potencial para uma bela franquia pela frente. Já o 3D da produção não é ruim, mas não é algo obrigatório. Ah, e mesmo não sendo surpresa para ninguém, a cena final é bem divertida e empolgante para os fãs.


Confira abaixo o trailer:



See ya!!!

sábado, 17 de março de 2012

Prometheus ganha trailer

Não sou o maior fã de filmes que se passam no espaço, principalmente filmes que envolvem alienígenas, mas gosto bastante de série Alien, iniciada nos cinemas em 1979 por Ridley Scott. Agora o diretor retorna ao universo que ajudou a criar mais de três décadas atrás em Prometheus, filme que não é necessariamente um prelúdio de Alien, mas se vale de elementos da série antiga para criar a sua própria mitologia. Tenho que confessar que não estava dando muita importância para o filme até agora, principalmente pela minha falta de interesse pelo tema já citada, mas depois deste trailer que acabou de ser divulgado minha opinião mudou totalmente. De filme que eu pouco me importava passou para um dos mais aguardados de 2012. Não sei se foi só a edição do trailer, mas a impressão é de que teremos uma bela ficção científica repleta de suspense e ação nos moldes de Alien, o Oitavo Passageiro. Pouco se sabe da trama, que vem sendo mantida em segredo, mas o foco é uma equipe de cientistas que partem para os confins do universo em uma nava chamada Prometheus para explorar a origem da humanidade na Terra. O filme tem Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Idris Elba, Logan Marshall-Green, Guy Pearce, Patrick Wilson e Sean Harris. O roteiro é de Damon Lindelof, de Lost e Star Trek, junto com o novato Jon Spaihts, que só havia trabalhado no roteiro de A Hora da Escuridão. Prometheus tem estreia prevista para 8 de junho. Confira o trailer:



See ya!!!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Menina que Brincava com Fogo

Hoje vi o filme que adapta para os cinemas a segunda parte da trilogia Millenium. A Menina que Brincava com Fogo, sequência do já ótimo Os Homens que Não Amavam as Mulheres - do qual falei em um post na Sessão de Domingo lá no Londripost -, consegue manter o nível e qualidade do primeiro filme, e ainda melhora algumas questões que não eram tão boas, como a duração do filme. A Menina que Brincava com Fogo tem quase meia hora a menos que o primeiro filme, o que o torna menos cansativo e mais ágil.


A história de A Menina que Brincava com Fogo se passa pouco mais de um ano depois do primeiro filme. Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist) está investigando uma quadrilha de tráfico sexual que envolve nomes grandes como de promotores, policiais e advogados. Quando um dos jornalistas que trabalha com ele e sua namorada são assassinados, a hacker Lisbeth Salander (Noomi Rapace) é falsamente acusada das mortes. Começa ai a investigação, tanto por parte de Blomkvist quanto de Lisbeth, para limpar o nome da moça. É claro que, como toda boa obra policial de suspense, nada é tão simples como parece.


O filme se vale do mesmo esmero visual do primeiro, com destaque para a fotografia. As cenas de ação, bem nos padrões hollywoodianos, são muito bem realizadas. Esse padrão hollywoodiano por sinal, presente nos dois filmes - e imagino que no terceiro também -, torna a produção, toda falada em sueco, mais fácil para o grande público, que não deve ter problemas em se identificar com a série. E não tem como não falar da interpretação de Noomi Rapace. A atriz, desde o primeiro filme, se entregou ao papel da hacker, visual oposto ao dela na vida real. Sua entrega deve lhe recompensar. Seu nome vem sendo citado como uma das possíveis indicadas ao Oscar de melhor atriz no ano que vem. A sua personagem está longe de ser a mocinha indefesa retratada na maioria dos filems. Ela sabe se cuidar, não tem medo de enfrentar os problemas e ainda assim, debaixo de toda a dureza que a vida lhe proporcionou, você consegue enxergar uma sensibilidade e compaixão grande, graças a ótima interpretação de Noomi.


Não há muito o que falar sobre o trabalho do diretor Daniel Alfredson, que substitui Niels Arden Oplev, responsável pelo primeiro filme. Ele traz uma direção competente que segue o mesmo estilo do utilizado por Oplev na primeira produção. Daniel também dirigiu a terceira parte da trilogia, chamada aqui no Brasil de A Rainha do Castelo de Ar, e sem previsão de estreia por enquanto. A Menina que Brincava com Fogo chega aos cinemas nacionais no dia 8 de outubro.


E já que estamos falando da Trilogia Millenium, vamos aproveitar para falar sobre o remake americano que está sendo produzido. Como todos devem saber, The Girl With The Dragon Tattoo será dirigido por David Fincher (Clube da Luta e O Curioso Caso de Benjamin Button) e estrelado por Daniel Craig (no papel de Mikael Blomkvist) e Rooney Mara (no papel de Lisbeth). Essa semana sairam as primeiras imagens de Rooney Mara caracterizada como a personagem durante o treinamento para o filme. A qualidade não é das melhores e as fotos estão pequenas, mas já dá para ter uma ideia de como a atriz ficou. Confira abaixo:




Confira abaixo o trailer sueco de A Menina que Brincava com Fogo e o trailer internacional, narrado em inglês:





See ya!!!